quarta-feira, 18 de maio de 2011

Grau 15: Cavaleiro do Oriente

Jerusalém havia sido invadida pelos soldados de Nabucodonosor e o Templo de Jerusalém, construído por Salomão, foi profanado, saqueado e destruído. Os israelitas foram levados como escravos e dentre eles o rei Joconias. Passaram-se 70 anos e Ciro substituiu a Nabucodonosor no trono da Pérsia e Zorobabel, filho de Joconias, obtiveram de Ciro a libertação e autorização para os judeus reerguerem o Templo de Jerusalém.
Note-se aí que seria o segundo Templo, posto que o primeiro, construído por Salomão, havia sido destruído. Este Templo entrou para a história como Templo de Zorobabel. O Grau é bíblico e histórico. Diz a lenda que durante a invasão de Nabucodonosor alguns judeus fugiram para o Egito, onde refugiaram-se. Depois voltaram a Jerusalém onde, nas ruínas do Templo, reuniram-se em conselho. Eis que se aproxima um estranho que se faz reconhecer dando a Palavra Sagrada e identificando-se como Zorobabel. O Chefe do Conselho narrou a ele as aflições do povo e a vontade de reconstruir o Templo.
Zorobabel fez então viagem a Babilônia e conseguiram de Ciro a libertação dos judeus e a autorização para reconstruir o Templo. Inicialmente, Ciro tentou de todas as formas barganharem com Zorobabel sua autorização, com a troca por segredos, firmemente resistido por este. Ciro convenceu-se e, comovido com a firmeza de Zorobabel, deu a autorização, libertou os judeus cativos, devolveu os Vasos Sagrados do Templo que haviam sido presas de guerra e, finalmente, fez de Zorobabel Príncipe da Pérsia e governador de Judá. Zorobabel iniciou a reconstrução do Templo com sete mil operários, fato que enciumou aos samaritanos (habitantes da Samaria) que haviam construído o seu próprio Templo.
Em face deste ciúme os judeus tinham de trabalhar com a Trolha numa mão e a Espada na outra. O Grau enfatiza a resistência da razão.


1 - Ornamentação da Loja

A Loja funciona em duas câmaras, sendo uma forrada de vermelho e a outra de verde, e cada uma é iluminada por 72 luzes.
O Presidente do Capítulo tem o título de Atersata e representa Ciro, Rei da Pérsia.


2 - Mistérios do Grau

PALAVRAS

- SAGRADA - Raphodon (Senhor consolador).

- PASSE - Jaaborom Hammain (passagem difícil das águas). A Palavra de Passe é seguida das letras L. D. P., que significam "Liberdade de Passar".

SINAIS

- DE ORDEM - Levar a mão direita ao ombro esquerdo.

- SAUDAÇÃO - Levar a mão direita do ombro esquerdo até a coxa direita, imitando o movimento de serpentear; depois, desembainhar a Espada levando-a para posição de combate.

BATERIA - Sete pancadas por uma (! !!!!!!).

IDADE - 70 anos.

ACLAMAÇÃO - "Glória a Deus e ao Soberano!"




3 - Insígnias do Cavaleiro do Oriente

Avental - Branco forrado e debruado de verde, tendo sobre a abeta uma cabeça atravessada por duas espadas cruzadas. No corpo estão três triângulo concêntricos, formados por inúmeros triângulos pequeninos.
Fita - Os autores divergem sobre a fita; uns propugnam o uso da fita, outros, do colar. A fita é verde, tendo sobre ela pintados ossos, espadas inteiras e quebradas, membros tendo o desenho de uma ponte com as letras L. D. P. A Jóia é uma Espada em formato de alfanje.
Para o colar, propugnam uma Jóia que são três triângulos concêntricos, tendo como centro duas Espadas cruzadas.
O Grau de Cavaleiro do Oriente ou Cavaleiro da Espada é transmitido por Iniciação e inicia a série dos Graus Capitulares, que culminará com o Grau 18 - Cavaleiro Rosa-Cruz.


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